Há um ano o Brasil lamentava a primeira morte por covid-19. Doze meses depois chegamos à triste marca de 300 mil brasileiros e brasileiras que perderam a vida por conta de uma das piores pandemias de nossa história. Hoje, o país tem mais mortes do que todos os 27 países da União Europeia somados.

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A tragédia, infelizmente, está longe de acabar. Enquanto o sistema de saúde está colapsado, a vacinação avança a passos lentos em todos os cantos do país: apenas 6% da população recebeu ao menos uma dose.

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Há preocupação com o estoque de oxigênio nos hospitais e até mesmo com a possível falta de “kit intubação”. Governadores e prefeitos tentam conter o avanço do vírus com medidas mais duras de restrição, que são desrespeitadas em larga escala em todo o país.

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Falta também presidente: Bolsonaro só abre a boca para falar besteiras e mentiras e se omite de suas responsabilidades. Pior: debochou diversas vezes de um vírus mortal e que já destruiu milhares de famílias: “Eu não sou coveiro”, “E daí, quer que eu faça o que?”, “País de maricas” e dezenas de outras frases infelizes marcaram sua (falta de) gestão na presidência.

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Para piorar, a população passa por uma crise econômica sem precedentes e que já afeta as refeições diárias dos brasileiros. O fim do auxílio-emergencial, em dezembro, piorou a situação. Os comerciantes estão quebrados e a população sem poder de compra.

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Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o ano de 2021 começou com 27 milhões de brasileiros (12,8% da população) na miséria. Mais de 6,2 milhões estão vivendo com menos de R$ 157 por mês e mais de 10 milhões já não têm o que comer.

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Bolsonaro e seus ministros precisam começar a trabalhar pelo país e agilizar a vacinação do nosso povo. O Brasil não tem mais espaço para amadores e que brincam com a vida da população.

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* Luiz Fernando é deputado estadual (PT/SP)

** Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.